"E QUE AS PALAVRAS SEJAM CERTAS, E AS HORAS AS DESTAS."


sábado, 17 de abril de 2010

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O silêncio e a janela


Existem momentos únicos, horas nossas e só nossas. Horas minhas infinitamente. Junto-me a janela, perto da lua e dentro do pensamento. E nada é mais acolhedor que o próprio pensamento, no silêncio tépido e absoluto, um momento para livrar-me da palavra que ali tornou-se dispensável. É vazio, é meu lugar impenetrável, distante, presente, meu doce presente ter-me a mim, pura, humana, cálida, indolor, apenas eu. Livre.

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