"E QUE AS PALAVRAS SEJAM CERTAS, E AS HORAS AS DESTAS."


segunda-feira, 8 de abril de 2013

quarta-feira, 11 de abril de 2012

16:51

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E eu sou Maria dos olhos dele, que entra pela boca e adormece no coração...

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

14:24

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"E entre tudo que ele poderia ser pra mim, ele escolheu ser saudade."



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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

16:12

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Viver sozinha é como estar numa festa onde ninguém olha para ti.


Marilyn.



quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

12:51

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THE SPACE BETWEEN - Dave Matthews Band

1

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ÍM . PAR

Ímpar: singular, único, sem par.

1. que não se pode dividir por dois
2. único, sem par.
[Que fazer com o sentimento?]

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

00:23

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... É a inexistência e todas as irrealizações no que diz respeito ao que eu adoraria chamar de felicidade, é que viemos pelo caminho perdendo tanto de nós e das projeções de nós que com tanta afeição inventamos e sonhamos. EU fui com garganta seca aos alvos, por nós e em nome do sentimento que arrebatava-nos em ânsias de bem-querer, estive arrebatada em nível excedível, e assim feneço com essa sensação que inunda tudo o que tenho, é que acho que danei com meus sentidos, não me sinto em casa e nem sei o que queria registrar aqui quando comecei a escrever...
 É que buscamos todo dia algo que nos pode curar de nós mesmos, ou que possa consertar uma vida quebrada que está em pedaços soltos, longe. Juntamos cacos do que éramos outrora e trouxemos um para o outro desmontes de sentimentos. No primeiro momento fomos um divino achado, em tempo futuro não seríamos quase nada do que gostaríamos, porque as pontes que fazem encontro são as mesmas que afastam. E a NOSSA ponte deveria ser breve trazendo-nos de volta, a nossa chuva deveria ser a mais cálida, e essa aqui deveria ser a minha casa. Se essas fossem perguntas seriam nãos a todas as respostas. É que a briga que compramos parece ter sido maior  que o afeto que recebemos, as fissuras que trazemos são grosseiras demais para sermos inteiros. Sinto-me sozinha, e tenho uma carência invasiva acompanhada por um nó apertadíssimo na garganta constantemente, juro que se pudesse eu imploraria a você. Mas não posso. Tampouco por algo que deveria ser atraído, algo que só você pode dar nome e fazer existir. Eu juro com toda a alma que se pudesse, pediria o seu amor e nada em troca...
É que acho que você prefere ser homem antes de qualquer coisa, antes de ter a mulher que sou. E imploraria a você para me querer antes de qualquer outra, antes de qualquer dúvida, antes de qualquer vício. Mas não posso. E nem posso mais estar aqui a ser a sua freqüente imprecisão ou me aproveitar dos lampejos e de algumas lacunas. É que EU precisava ser para você o que VOCÊ é para mim.  E já não posso ser o que parece que sou até o ponto que não sei.
 E dói...


00:00.00.00.00...

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[...] Dizem que assentaram trilhos nos alpes entre Veneza e Viena antes que houvesse trem apenas porque sabiam que em algum dia o trem passaria por lá.




[Sob o sol da Toscana]



Existe um lar construído para o nosso amor à espera de que um dia ele queira morar. 

Sob as estrelas de nossos olhos...


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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

15:41

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Dezembro nunca me deu paz, felicidade ou vontade de coisa qualquer...



[Não seria esse Dezembro diferente.]

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

14:56

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Tenho saudades da carícia dos teus braços, dos teus braços fortes, dos teus braços carinhosos que me apertam e que me embalam nas horas alegres, nas horas tristes. Tenho saudades dos teus beijos, dos nossos grandes beijos que me entontecem e me dão vontade de chorar. Tenho saudades das tuas mãos (...) Tenho saudades da seda amarela tão leve, tão suave, como se o sol andasse sobre o teu cabelo, a polvilhá-lo de oiro. Minha linda seda loira, como eu tenho vontade de te desfiar entre os meus dedos! Tu tens-me feito feliz, como eu nunca tivera esperanças de o ser. Se um dia alguém se julgar com direitos a perguntar-te o que fizeste de mim e da minha vida, tu dize-lhe, meu amor, que fizeste de mim uma mulher e da minha vida um sonho bom.


[Fragmento de Correspondência - Florbela Espanca # 1920]
 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

12:04

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Há no pensamento um peso imenso.
Brando, ininteligível e dolor.
Carregado por emoções e enfeitado de interrogações.
P O R Q U Ê ?
É quando todos os verbos tornam-se indefinidos e os pronomes todos possessivos.
O meu pensar é a doença para toda a cura. 


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

00:01

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Certas palavras são raras.
Certas palavras têm adentrado assim como esse vento.
Em mim, por dentro.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

15:01

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"Não se preocupe com a perfeição, você nunca irá consegui-la."

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Já passaram das 7:00...

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... lá fora, lá dentro ainda eram 00:00 e o tempo podia desligar, pois, eu ficaria ali enquanto vida houvesse, no meu cantinho de paz nesse mundo, dentro daquele braço.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

00:03

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Simplicidade. 

[Belíssimo, não?]

terça-feira, 7 de junho de 2011

17:57

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Entre a minha casa e a tua, há uma ponte de estrelas. Uma ponte de silêncios.


 [Mario Quintana]


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quarta-feira, 25 de maio de 2011

00:07

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Um pouco de melancolia, sim pouco. Ainda respiro oras! Ainda sei sentir de tudo, isso me engrandece. E por hora não pertenço àquela parcela de gente feliz que habita por sobre a tristeza, por sorte ou por circunstância, ou até por superioridade nos ganhos natos. Sim as pessoas felizes que comem todos os dias saladas e saladas de palavras bonitas, palavras ensaiadas e enfeitadas com sorrisos parafusados.

É blasfêmia brincar sobre a fome alheia à mesa de um belíssimo jantar é afrontoso, é vulgarismo. Em qualquer lugar, beirando o que ou quem quer que seja, é feio, é leviandade falar de dores de outrem quando quem a sente não fica argüindo sua crível felicidade. Enfim, não é cômodo estar triste, e que se fosse simples abandonar essa condição ninguém escolheria sentir-se assim. 

Eu aprendo com a tristeza e cuspiria nesses dizeres de suposta generosidade e moldes de alegria que tantos parafusam por aí. E quer saber, ninguém está a salvo nesse universo aqui, sorrir de verdade, verdade da alma não é para qualquer um que se diz "feliz", não há subterfúgio nesse mundo que guarde qualquer ser vivo da tristeza, fato.

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quinta-feira, 12 de maio de 2011

22:47

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Era uma vez uma mulher que via um futuro grandioso para cada homem que a tocava. Um dia ela se tocou.


[Alice Ruiz]

quinta-feira, 5 de maio de 2011

04:59

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CABAL E VULGAR.

10:45

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Admito que a cada novo amanhecer o passado tem se mostrado como um sapato velho, aperta e por isso que já não me cabe, e já não nos cabe...

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quarta-feira, 20 de abril de 2011

À noite

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A noite traz consigo as horas mais charmosas de um dia inteiro, ela tem cheiro próprio e poesia própria, a noite parece que respira. Ela muito me sugere a figura de uma dona elegante, porém franzina, ostentando belezas curiosas e seus atributos visíveis e intangíveis, há lascívia nela e força mas é singela, delicada. Não tem rosto ou figura, é como fuligem, vem mansa, exuberante, estreada com louvor pelo pôr-do-sol –  despedida trivial que vagarosamente abre espaço para a cortina estrelada, as vezes fosca presenteando com uma linda escuridão o universo das almas humanas, momentos antes há uma brincadeira de nuances ressaltando o céu em cores mornas, céu pastel, céu de baunilha, céu que mais tarde vai serenar sob os contornos terrestres, sob o sono dos repousados. Eu particularmente sempre tive um fascínio pela noite, uma atração. De noite o céu é maior, me sinto livre como se pudesse ser, como se eu pudesse ir a qualquer lugar, como se pudesse fazer qualquer coisa que desejasse, e desejo.

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terça-feira, 12 de abril de 2011

23:45

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Acontece que me canso de meus pés e de minhas unhas, do meu cabelo e até da minha sombra. Acontece que me canso de ser homem.


 [Saramago]

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

23:13

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Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente.
 

[William Shakespeare]


E ninguém nota, porque não se nota.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Agora

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O grande relógio do tempo só tem uma palavra: AGORA ...


[Attilio - De O tigre e a neve]

O beijo foi após o fim da Segunda Guerra Mundial.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

21:32

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E como é...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

22:39

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 CORAÇÃO É TERRA QUE NINGUÉM VÊ.






Quis ser um dia, jardineira
de um coração.
Sachei, mondei - nada colhi.
Nasceram espinhos
e nos espinhos me feri.
Quis ser um dia, jardineira
de um coração.
Cavei, plantei.
Na terra ingrata
nada criei.
Semeador da Parábola...
Lancei a boa semente
a gestos largos...
Aves do céu levaram.
Espinhos do chão cobriram.
O resto se perdeu
na terra dura
da ingratidão
Coração é terra que ninguém vê
- diz o ditado.
Plantei, reguei, nada deu, não.
Terra de lagedo, de pedregulho,
- teu coração. Bati na porta de um coração.
Bati. Bati. Nada escutei.
Casa vazia. Porta fechada,
foi que encontrei...


[Cora Coralina]

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

00:38

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É vida o que estou deixando escapar, sim, eu sei. Pode-se arrumar o querer ou podar o sentir? Tenho por muitíssimo indagado a mim mesma, quando sei que não terei respostas, nada em mim responde, a interrogação é o meu próximo passo. E trago a vontade de muitos silêncios, acostados, preguiçosos, forçosos e sós.


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

21:33

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O MEU OLHAR


O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...


[A Pessoa Caeiro de Fernando]

sábado, 15 de janeiro de 2011

23:59

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A coisa errada é tão sedutora, que a simples idéia de cometê-la é erro, Mas não se ouve, não se vê, não pensa. A palavra pra isso é  desejo...



Quem foi mesmo que inventou o errado?


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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

00:27

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E aquele definitivamente seria o sorriso mais lindo que já vi. As palavras de agora são tuas. Palavras afetuosas, melancólicas, palavras culpadas. Em um certo tempo, em um certo espaço, houveram dias rosa, dias de uma grande janela aberta, braços abertos pra mim. Lembro-me de olhos famintos, sedentos e domesticados, olhos apaixonados, preparados apenas à espera. Tínhamos todo um mundo de purezas, de belas melodias, compleições celestiais que nos abençoavam, vivíamos de sorrisos e uma fonte perene daquela coisa que não sabemos ou não queremos nomear, mas que buscamos e que podemos morrer sem ao menos ter pistas do que seria. Eu estava tão perto do céu de baunilha naqueles dias rosa...
E então euzinha que tão pouco conhecia a mim, me achei em um dia amarelo, um dia em que eu e só eu estava amarela. Não havia sol, tampouco chuva, era apenas um dia amarelo e, eu amarela. Era a vez da escolha, era hora de decisão e a minha esteve sempre a leilão, mãos suadas, vacilantes, eu, uma só de facetas múltiplas, angelicais e atrozes, com a garganta alcançaria tudo, mas esta, naqueles dias amarelos, amarelada estava. Eu era assombrada, trazia cargas, pesos, dívidas, arrastava grilhões, mas subitamente abdiquei de tudo não podia conter a adoração por aqueles olhos tão acolhedores, porque a única certeza absoluta sobre tudo aquilo era o sorriso mais lindo que já tinha visto, nem precisaria mencionar que as intuições e recíproca perfeitamente articulada, estava tão perto da utopia, sob uma atmosfera terna. Eu estive perto do que chamamos de amor, eu sabia que ele era uma semente plantada em meio a um campo vasto e fértil, e eu amarela, trajando a mesma pele, vestindo inúmeras faces. Sabe até mergulhar nas próprias entranhas não se é capaz de enxergar-se a si, a vista é turva por isso os olhos correm por todas as direções, como saber qual é a certa? Lembro-me de um momento meus olhos encheram-se de uma visão tépida, era rosa, era uma janela escancarada, mas eu, uma menina amarela. Desde então o vai e vem das ondas de circunstâncias, multicoloriram os dias, e eu estagnei amarela. Olvidei então. Há um oceano entre nós. Caio Fernando me disse que o tempo não se encarrega de apagar desejos e sim de modificar os personagens. A lembrança que às vezes se materializa me diz então, que aquele definitivamente é o sorriso mais lindo que já vi, que reside em um dia rosa, em certo tempo, em certo espaço, interpretando, fabulando, meditando, como um curioso cidadão ateniense e que, observa lá ao longe em meio a um mar de distância, uma menina amarela.

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