... É a inexistência e todas as irrealizações no que diz respeito ao que eu adoraria chamar de felicidade, é que viemos pelo caminho perdendo tanto de nós e das projeções de nós que com tanta afeição inventamos e sonhamos. EU fui com garganta seca aos alvos, por nós e em nome do sentimento que arrebatava-nos em ânsias de bem-querer, estive arrebatada em nível excedível, e assim feneço com essa sensação que inunda tudo o que tenho, é que acho que danei com meus sentidos, não me sinto em casa e nem sei o que queria registrar aqui quando comecei a escrever...
É que buscamos todo dia algo que nos pode curar de nós mesmos, ou que possa consertar uma vida quebrada que está em pedaços soltos, longe. Juntamos cacos do que éramos outrora e trouxemos um para o outro desmontes de sentimentos. No primeiro momento fomos um divino achado, em tempo futuro não seríamos quase nada do que gostaríamos, porque as pontes que fazem encontro são as mesmas que afastam. E a NOSSA ponte deveria ser breve trazendo-nos de volta, a nossa chuva deveria ser a mais cálida, e essa aqui deveria ser a minha casa. Se essas fossem perguntas seriam nãos a todas as respostas. É que a briga que compramos parece ter sido maior que o afeto que recebemos, as fissuras que trazemos são grosseiras demais para sermos inteiros. Sinto-me sozinha, e tenho uma carência invasiva acompanhada por um nó apertadíssimo na garganta constantemente, juro que se pudesse eu imploraria a você. Mas não posso. Tampouco por algo que deveria ser atraído, algo que só você pode dar nome e fazer existir. Eu juro com toda a alma que se pudesse, pediria o seu amor e nada em troca...
É que acho que você prefere ser homem antes de qualquer coisa, antes de ter a mulher que sou. E imploraria a você para me querer antes de qualquer outra, antes de qualquer dúvida, antes de qualquer vício. Mas não posso. E nem posso mais estar aqui a ser a sua freqüente imprecisão ou me aproveitar dos lampejos e de algumas lacunas. É que EU precisava ser para você o que VOCÊ é para mim. E já não posso ser o que parece que sou até o ponto que não sei.
E dói...
É que acho que você prefere ser homem antes de qualquer coisa, antes de ter a mulher que sou. E imploraria a você para me querer antes de qualquer outra, antes de qualquer dúvida, antes de qualquer vício. Mas não posso. E nem posso mais estar aqui a ser a sua freqüente imprecisão ou me aproveitar dos lampejos e de algumas lacunas. É que EU precisava ser para você o que VOCÊ é para mim. E já não posso ser o que parece que sou até o ponto que não sei.
E dói...
